A Carta, de Pero Vaz de Caminha

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INFORMAÇÕES SOBRE O LIVRO
Título: A Carta
Autor: Pero Vaz de Caminha
Gênero(s): Literatura de Informaçã, Narrativo
Ano de Lançamento: 1937
Formato: .pdf
SINOPSE
A carta que Pero Vaz de Caminha escreveu para D. Manuel, o rei de Portugal na época do descobrimento do Brasil, relata com detalhes a chegada dos portugueses no Brasil, como foramos primeiros contatos destes com os indígenas e, a partir desta carta, podemos perceber as intenções portuguesas quanto à nova terra e, o que seria dela depois de então. A partida frota portuguesa de Belém-Portugal ocorreu no dia 9 de março, a chegada às canérias no dia 14 do mesmo mês, e no dia 22 chegaram à ilha de São Nicolau. Nodia 21 de abril, toparam com sinais de terra, o que eles chamam de botelho, espéciede ervas compridas. No dia seguinte, houveram vista de terra, que foi chamada de Terra De Vera Cruz, a qual tinho um monte alto, que recebeu o nome de o Monte Pascoal.

Avistaram os primeiros habitantes da terra, os quais eram, de acordo com a decrição de Caminha, pardos, um tanto avermelhados, de bons rostos e narizes, nus, traziam arcos e setas, o beiço de baixo furado com um osso metido nele, cabelos corredios e corpos pintados. Com eles tentaram estabelecer um primeiro contato, o que foi uma surpresa, pois um deles começou a paontar para o colar de ouro do capitão da frota e, em seguida, para a terra, como se quisesse dizer que naquela terra havia ouro. A mesma coisa ocorreu com o castçal de prata e o papagaio. Ao verem coisas que não conheciam, faziam sinais, dando-se a entender que queriam propor uma troca.

Conclui-se então, que desta forma começou a troca de ouro, prata e madeira, por quinquilharis vindas da Europa. Os portugueses traziam os indígenas para as embarcações, a fim de estabelecer um melhor contato com os indígenas. No início, eles mostraram-se muito esquivos, mas com o passar dos dias, passaram a conviver mais com os portugueses e, até mesmo, à ajudá-los no que precisavam e levá-los às suas aldeias. Os portuguese realizaram uma missa, construíram uma enorme cruz. Tudo para mostrar aos nativos a acatamento que tinham pela cruz, ou melhor, pela religião. Desde já, possuíam a vontade de convertê-los à igeja, tendo em vista, sua inocência, já que faziam tudo o que os portugueses faziam ou mandavam… A intenção de dominé-los é facilmente observada na seguinte passagem : “Contudo, o melhor fruto que dela se pode tirar parce-me que será salvar esta gente.”

BIOGRAFIA DO AUTOR

Pero Vaz de Caminha (1450-1500) foi escrivão português. Autor da carta, que relata a entrada do Brasil para a História.

Pero Vaz de Caminha (1450-1500) nasceu em Porto, Portugal, no ano de 1450. Filho de Vasco Fernandes de Caminha, cavaleiro do Duque de Bragança. Herdou do pai o cargo de mestre da balança da Casa da Moeda, com a função de tesoureiro e escrivão. Casou-se com Dona Catarina e teve uma filha, Isabel. Foi nomeado escrivão da frota de Pedro Álvares Cabral, que partiu de Lisboa, numa segunda feira, nove de março de 1500.

A carta de Pero Vaz de Caminha, relatando a descoberta de novas terras, fixou a entrada do Brasil na História. É a mais completa das cinco que existem, sobre o fato acontecido na manhã de 22 de abril de 1500. Uma carta com sete folhas, o primeiro documento da História do Brasil, onde conta ao Rei Dom Manuel, o descobrimento de novas terras.

“Senhor, Posto que o capitão desta vossa frota e assim os outros capitães escrevem a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra que ora nesta navegação se achou, não deixarei também de dar disso conta a Vossa Alteza, assim como melhor puder … Assim, Pero Vaz de Caminha inicia sua carta. “A terra em si é de muito bons ares, frescos e temperados. As águas são muitas, infinitas. Homens pardos, nus, com cocares de penas coloridas”. Assim relatou com detalhes a paisagem e os habitantes locais.

O documento chegou a seu destino, mas depois sumiu por muitos anos. Arquivado na Torre do Tombo em Lisboa, só em 1793 foi encontrado por Juan Batista Munoz. Foi publicada pela primeira vez em 1817, no Rio de Janeiro, por Aires do Casal, em seu livro “Corografia Brasílica”.

Pero Vaz de Caminha, seguiu com Cabral rumo à Índia. No dia 15 de dezembro de 1500, morreu durante um saque feito pelos mouros em Calicute.

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