Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente

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INFORMAÇÕES SOBRE O LIVRO

Título:
 Auto da Barca do Inferno
Autor: Gil Vicente
Gênero(s): Dramático, Lírico
Ano de Lançamento: 1517
Formato: .pdf
SINOPSE
Auto da Barca do Inferno é um auto onde o barqueiro do inferno e o do céu esperam à margem os condenados e os agraciados. Os que morrem chegam e são acusados pelo Diabo e pelo Anjo, mas apenas o Anjo absolve.
O primeiro a chegar é um Fidalgo, é seguido por um agiota, por um Parvo (bobo), por um sapateiro, por um frade, por uma cafetina, e um judeu, um juiz também vai, por um promotor, por um enforcado e por quatro cavaleiros. Um a um eles aproximam-se do Diabo, carregando o que na vida lhes pesou. Perguntam para onde vai a barca; ao saber que vai para o inferno ficam horrorizados e se dizem merecedores do Céu. Aproximam-se então do Anjo que os condena ao inferno por seus pecados.
O Fidalgo, o Onzeneiro (agiota), o Sapateiro, o Frade (e sua amante), a Alcoviteira Brísida Vaz (cafetina e bruxa), o judeu, o Corregedor (juiz), o Procurador (promotor) e o enforcado são todos condenados ao inferno por seus pecados, que achavam pouco ou compensados por visitas a Igreja e esmolas. Apenas o Parvo é absolvido pelo Anjo. Os cavaleiros sequer são acusados, pois deram a vida pela Igreja.
O texto do Auto é escrito em versos rimados, fundindo poesia e teatro, fazendo com que o texto, cheio de ironia, trocadilhos, metáforas e ritmo, flua naturalmente. Faz parte da trilogia dos Autos da Barca (do Inferno, do Purgatório, do Céu).
Cada um dos personagens focalizados adentram a morte com seus instrumentos terrenos, são venais, inconscientes e por causa de seus pecados não atingem a Glória, a salvação eterna. Destaque deve ser feito à figura do Diabo, personagem vigorosa que conhece a arte de persuadir, é ágil no ataque, zomba, retruca, argumenta e penetra nas consciências humanas. Ao Diabo cabe denunciar os vícios e as fraquezas, sendo o personagem mais importante na crítica que Gil Vicente tece de sua época.
BIOGRAFIA DO AUTOR

Gil Vicente (1465 — 1536?) foi um dramaturgo e poeta português. Escreveu Autos que ficaram conhecidos na língua portuguesa. É considerado o pai do teatro em Portugal e foi autor importante no período do renascimento.

Alguns teóricos acham que Gil Vicente nasceu em Barcelos. Outros, que ele nasceu em Guimarães. Mas muitos especulam que ele nasceu mesmo foi em Lisboa, embora alguns elementos de sua obra não comprovem isto. Casou-se com Branca Bezerra que morreu e o deixou viúvo. Casou-se novamente com Melícia Rodrigues.

Sua primeira obra conhecida, a peça “Auto da Visitação”, foi apresentada à rainha D. Maria em 1502 e tinha inspiração na adoração dos reis magos. A peça, além de escrita, foi também encenada por ele. Em 1506, foi apresentada a peça “A Custódia de Belém” para o mosteiro dos Jerônimos.

O filho de Gil Vicente, Luís Vicente, classificou a obra do pai em duas categorias: autos e mistérios (de caráter sagrado) e as comédias e farsas (de caráter profano). Mas é possível encontrar em obras como “Trilogia das Barcas” elementos que se intercalam. Sua obra prima é a trilogia de sátiras “Auto da Barca do Inferno” (1516), “Auto da Barca do Purgatório” (1518) e “Auto da Barca da Glória” (1519). A peça “Auto da Barca do inferno” possui um único espaço físico e duas personagens permanentes, o diabo e o anjo, que são os julgadores dos outros personagens que rumarão para a barca do inferno ou para a barca da glória. Em 1523, escreveu a “Farsa de Inês Pereira”, considerada sua obra mais competente do ponto de vista estrutural, cujo personagem central era Inês, fútil e preguiçosa, desejosa de um casamento que lhe livrasse do tédio da vida solteira, mas não conseguia ser feliz com os maridos.

Grande retrator da sociedade portuguesa do século XVI, Gil Vicente foi um dos maiores autores satíricos. Ele usou em sua obra elementos da cultura portuguesa e personagens do imaginário popular. Também escreveu poemas ao estilo das cantigas dos trovadores medievais. Morreu em lugar desconhecido.

 

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2 Comments

  1. Eric março 8, 2014
  2. manu outubro 10, 2013

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