Utopia, de Thomas Morus

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INFORMAÇÕES SOBRE O LIVRO
Título: Utopia
Autor: Thomas Morus
Gênero(s): Narrativo, Literatura
Ano de Lançamento: 1516
Formato: .pdf
SINOPSE

Uma ilha onde não existe a propriedade privada nem o dinheiro, e onde o Estado se preocupa com a felicidade do povo e a organização da produção – esta é a sociedade ideal imaginada por Thomas More em 1516. Uma das mais importantes obras da filosofia política em todos os tempos, “Utopia” discorre sobre a contradição desse lugar ideal: de um lado, o paraíso onde não existem desigualdades; de outro, o inferno onde a individualidade não encontra espaço para se manifestar.

O autor se vale de jogos de palavras e da criação de neologismos a partir de palavras gregas para enriquecer sua história sobre essa cidade impossível. A própria palavra “utopia” foi criada por ele com a junção de “ou” (não) e “topos” (lugar), ou seja, “lugar que não existe”.

Thomas More foi estadista e articulador político do rei Henrique VIII, da Inglaterra, com quem se desentendeu por questões religiosas. Foi condenado à morte em 1535.

BIOGRAFIA DO AUTOR

Thomas More (1478-1535) nasceu e morreu na capital inglesa, Londres. Foi homem de Estado, diplomata, escritor, advogado e homem de leis, ocupou vários cargos públicos, em especial, de 1529 a 1532, o cargo de “Lord Chancellor” (Chanceler do Reino – o primeiro leigo em vários séculos) de Henrique VIII da Inglaterra. É geralmente considerado como um dos grandes humanistas do Renascimento. Foi canonizado como santo da Igreja Católica em 9 de Maio de 1935.

Era filho de juízes do banco dos reis. Com quinze anos tornou-se pajem do cardeal Morton de Cantuária. Pensador humanista, era optimista em relação à solução dos problemas, bastando para isso bem conduzir a razão e obedecer à natureza.

Tinha muitas relações e amizades, apesar de reconhecer injustiças nas nações da Europa. Em 1497 foi terminar os estudos em Oxford, onde se cruzou com Desiderius Erasmo, filósofo e teólogo da cidade holandesa do Roterdão. Tornaram-se grandes amigos e More era como que um discípulo de Erasmo, mais velho, que dedicou a ele o seu principal livro: Elogio da Loucura. Mantiveram correspondência.

A sua obra mais famosa é Utopia (1516). Neste livro criou uma ilha-reino imaginária que alguns autores modernos viram como uma proposta idealizada de Estado e outros como sátira da Europa do século XVI.

Thomas More chegou a chanceler da Inglaterra e escrevia para Erasmo: “Não podes avaliar com que aversão me encontro nestes negócios de príncipe, não há nada de mais odioso do que esta embaixada.” More falava da sua missão diplomática para resolver uma importante dissidência entre Henrique VIII, a quem chamava de invencível e dono de um génio raro, e o príncipe Carlos da região de Castela.

Henrique VIII fundou o anglicanismo, religião oficial da Inglaterra, para se poder casar de novo. Isso não era permitido pela Igreja Católica e Henrique VIII, consultando o Papa, descobriu que só podia casar com outra mulher em caso de morte da actual. Certamente por algum problema genético, Henrique VIII só tinha filhas. Mas, achando que o defeito estava nas mães, mandou matar diversas esposas. Ele queria um descendente homem. O principal motivo da fundação do anglicanismo foi a permissão do divórcio. Thomas More era católico e não aceitou a nova religião.

Em 1532, pediu a demissão do cargo de chanceler. Em 1533, ofendeu Ana Bolena, uma das esposas de Henrique VIII, não assistindo à sua coroação e não prestando fidelidade aos seus descendentes. Na religião anglicana, o chefe de Estado era o chefe da religião. Desgostado, Henrique VIII condenou Thomas More a prisão perpétua e depois à morte por crime de alta traição.

A execução de Thomas More na Torre de Londres, no dia 6 de Julho de 1535, foi considerada uma das mais graves e injustas sentenças aplicadas pelo Estado contra um homem de honra, consequência de uma atitude despótica e de vingança pessoal do rei.

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